

Transmutar é mudar honrando o que nos trouxe até aqui.
Somos força, cor, movimento e cura em coletivo.
O Transmutações do Feminino nasceu da vontade de romper com o elitismo da moda e aproximar o vestir da vida real das mulheres da periferia.
É um projeto social que usa a consultoria de imagem como ferramenta de autoconhecimento e transformação, devolvendo às mulheres o direito de se reconhecerem bonitas, potentes e protagonistas das próprias histórias.
Criado em 2019 por Talita de Lira, o projeto teve sua primeira edição no Capão Redondo (Zona Sul de São Paulo), em parceria com a Associação Treino da Laje, fundada por Sophia Bisilliat. Durante seis meses, aos sábados, um grupo de mulheres se reunia em rodas de conversa e vivências práticas com temas como visagismo, coloração pessoal, estilo, consumo consciente e revitalização do guarda-roupa.
Esses encontros se tornaram muito mais do que oficinas de moda foram espaços de escuta, troca e acolhimento. Cada mulher pôde revisitar memórias, se enxergar com novos olhos e construir uma relação mais livre com a própria imagem.
O processo culminou no editorial fotográfico “Transmutação do Feminino”, realizado entre as ruas, becos e muros grafitados do próprio bairro. As fotos, feitas com roupas do guarda-roupa de cada participante, revelaram a força de uma estética periférica real, viva e autoral. Essa experiência deu origem à exposição Transmutação do Feminino (2019), que transformou o território em galeria e a imagem em espelho de potência.
Mais do que um projeto de moda, o Transmutações é um movimento cultural e afetivo que reconhece a periferia como um espaço de criação, resistência e pertencimento.
Hoje, o coletivo vive uma nova fase com identidade visual renovada, presença digital estruturada e novas parcerias , mas mantém o mesmo propósito:
Transmutar a relação entre corpo, roupa e território, mostrando que a moda também acontece nas comunidades e é instrumento de libertação.